Marreta

Recebi uma marreta e a ordem objetiva de sair e acertar o máximo possível de pessoas. Mirar com força e vontade, como se todos eles já tivessem usado o máximo do seu poder de destruição contra mim. Imagine a maior das vinganças. Impossível conseguir isso assim do nada, como se fosse. A partir de um momento, depois de alguns minutos de meditação, inspirando pelo nariz e expirando pela boca, descendo o ar até o baixo ventre, até conseguir fazer sem pensar, apenas fazendo. E assim foi até que meu braço direito estivesse exausto, com câimbra de tanto trabalhar e as pessoas caindo como folhas dos galhos de árvores imaginárias se deitando à minha frente. Sim, pois elas continuavam desfilando a minha frente,  ignorando o fato daquela violência alucinada, imotivada, regular, interiorizada, irracional, como se eu houvesse bebido três copos grandes de água gelada e não necessitasse de urina-las jamais, passaram a fazer parte de mim, por desidratação prévia e insolúvel. E a calma se fez.

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